Resumos do Boletim Técnico ABRAVAS


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Ano I - Ago/2016 - n°1

Apresentação
Bruno Petri e Adauto Luis Veloso Nunes

Na primeira edição temos a palavra do nosso presidente Bruno Petri e um convidado, o médico veterinário Adauto Luis Veloso Nunes, que foi diretor da associação em seis gestões, para falar sobre a ABRAVAS e seus 25 anos.



Ano I - Set/2016 - n°2

FIBROPAPILOMATOSE EM TARTARUGAS MARINHAS
Gustavo Henrique Pereira Dura 

Resumo
Fibropapilomatose é uma enfermidade comum em tartarugas marinhas verdes. Caracteriza-se pela formação de tumores vistos como massas papilares, arborizadas na superfície do corpo. Histologicamente, fibropapilomas consistem de epiderme hiperplásica, com derme espessamente hipercelular. Em algumas tartarugas com fibropapilomatose cutânea, fibromas podem ser vistos em órgãos viscerais. A etiopatogenia é multifatorial tendo como principal iniciador de uma aneuploidia celular o herpesvírus (Chelonid Herpesvirus-5). Outros fatores como agentes promotores de crescimento neoplásico são implicados. A enfermidade é encontrada em áreas neríticas, onde os indivíduos ou se infectam com o vírus, ou entram em contato com águas eutrofizadas (onde existem esses agentes promotores) ou ambos. Animais afetados tem dificuldade de natação, dificuldade de apreensão de alimento, ou de visão, quando tais tumores crescem nos tecidos oculares ou estruturas anexas. Animais afetados apenas com tumores externos devem ser encaminhados à exérese dos tumores e terapêuticas alternativas.
Palavras-chave: fibropapiloma, herpesvírus, exérese tumoral.




Ano I - Out/2016 - n°3

TIPAGEM SANGUÍNEA EM FELÍDEOS SELVAGENS
Ana Carolina Andrade Pereira

Resumo
A transfusão sanguínea é uma terapêutica ainda pouco utilizada na medicina de animais selvagens no Brasil, considerada hoje como uma terapia emergencial, mas que pode ser usada para tratar vários distúrbios hematológicos. O sistema AB é o sistema sanguíneo de felinos domésticos e existem trabalhos que comprovam que os mesmos tipos ocorrem em felídeos selvagens, por pertencerem a mesma família. Os grupos sanguíneos em felinos domésticos têm sido bastante estudados, pois ocorre variação de acordo com a raça e regiões geográficas, sendo necessário cautela, principalmente, para a diminuição da ocorrência de reações pós-tranfusionais. A metodologia descrita a seguir visa auxiliar o clínico à agregar conhecimento no perfil hematológico do plantel sob sua responsabilidade, tornando mais ágil o tratamento de doenças que necessitem de hemoterapia.
Palavras-chave: sistema AB, tipos sanguíneos, medicina transfusional, felinos.



Ano I - Nov/2016 - n°4

INFECÇÕES POR HERPESVÍRUS EM PRIMATAS NÃO-HUMANOS
Claudia Almeida Igayara-Souza

Resumo
A proximidade filogenética entre o homem e os primatas não-humanos faz com que possam compartilhar diversos patógenos, com consequências variáveis, desde infecções de curso benigno ou inaparente até doenças graves e fatais. Tradicionalmente há a preocupação com a transmissão de doenças dos primatas não-humanos ao homem, em razão do impacto existente na saúde pública, porém igualmente graves podem ser as doenças transmitidas no sentido inverso, ou seja, do homem para as espécies silvestres, com impacto sobre sua conservação. Os diferentes herpesvírus possuem uma ampla gama de hospedeiros, entre eles os primatas (humanos e não-humanos). A ocorrência de surtos com alta letalidade em primatas causados por herpesvírus humano tem levantado dúvidas e preocupações. O presente artigo faz uma compilação de informações visando esclarecer os tópicos mais relevantes com relação às herpesviroses de primatas neotropicais e suas implicações na saúde e conservação.
Palavras-chave: vírus, zoonose, herpesviroses, Callithrix.




Ano I - Nov/2016 - Edição Extra

XXV Encontro e XIX Congresso ABRAVAS
Diretoria ABRAVAS - Gestão 2015-2017

No último mês de outubro, a Associação Brasileira de Veterinários de Animais Selvagens (ABRAVAS) realizou seu 19º congresso e 25º encontro, comemorando seus 25 anos na cidade de Goiânia-GO, no Castro's Park Hotel.

 

 

 Ano I - Dez/2016 - n°5

DIAGNÓSTICO PARA Salmonella enterica NA CLÍNICA DE AVES DE ESTIMAÇÃO
Guilherme Augusto Marietto Gonçalves

Resumo
A salmonelose aviária é uma das maiores preocupações na produção avícola comercial e também de grande importância para a saúde publica, já que se trata de uma zoonose, havendo leis rigorosas para o seu controle. Com o aumento do interesse na aquisição de aves como pet, há uma mobilização no comércio de animais exóticos e silvestres expondo as aves ao risco de contaminação por Salmonella enterica por falta de cuidados sanitários. O sorotipo mais isolado em aves não industriais é o Typhimurium, que causa uma infecção geralmente inaparente, tornando as aves um carreador em potencial para o ser humano no ambiente domiciliar. A presente nota aborda algumas informações gerais sobre salmonelose e exposição, discutindo alguns pontos específicos pouco considerados a campo que contribuem com a permanência do agente devido a erros na condução de diagnóstico desta enfermidade.
Palavras-chave: Salmonelose, microbiologia, saúde aviária, zoonose.




Ano I - Jan/2017 - n°6

HOMEOPATIA NA CLÍNICA DE ANIMAIS SELVAGENS
Cláudio Yudi Kanayama

Resumo
Diversas formas de terapêutica são utilizadas no tratamento de animais selvagens. A terapêutica homeopática é mais uma ferramenta valiosa que o profissional tem a sua disposição, que oferece soluções práticas em que a medicina alopática ainda não tem. A homeopatia na medicina veterinária, apesar de ter iniciado há mais de 200 anos, é relativamente nova no Brasil. Esta terapêutica considera o animal doente como um todo, bem como as suas condições reacionais momentâneas e a individualidade do medicamento. A homeopatia observa o paciente de outro ângulo, como uma unidade formada pelo corpo e princípio vital, a fim de alcançar o medicamento ideal para cada caso clínico. O tratamento homeopático é eficaz em diversas situações na clínica de animais selvagens, de forma rápida, por completo e duradoura.
Palavras-chave: tratamento homeopático, práticas integrativas, terapêutica.




Ano I - Fev/2017 - n°7

ATUAÇÃO DO MÉDICO VETERINÁRIO DE ANIMAIS SELVAGENS NA CONSERVAÇÃO DE XENARTHRAS
PROJETO TATU-CANASTRA
Danilo Kluyber, Camila Luba, Arnaud L. J. Desbiez

Resumo
O tatu-canastra (Priodontes maximus), classificado como vulnerável pela IUCN, é o maior tatu da família Dasypodidae, e pode chegar a medir 1,50 metros e pesar até 50 quilos. Apesar de sua ampla distribuição pela América do Sul, possui baixa densidade populacional que aliada a seu hábito solitário e estritamente noturno, o torna ainda mais desconhecido. Desde 2010, essa espécie recebe a atenção de um grupo de pesquisadores da equipe do Projeto Tatu-Canastra, que desenvolve uma série de estudos para levantar informações sobre sua história natural, saúde da população, reprodução e conflitos ou impactos antrópicos que ameaçam sua existência. Assim, a aplicação e atuação da medicina de animais selvagens tem participação de grande relevância neste estudo, principalmente para a realização de um dos principais componentes do projeto que é a obtenção de dados ecológicos e monitoramento da saúde da população em longo prazo. Para isso, a equipe desenvolveu um método que utiliza dois modelos de radiotransmissores para cada animal a ser monitorado. Em seis anos de resultados preliminares, foi possível compreender dados sobre sua área de vida, comportamento social e reprodutivo. Como uma das ferramentas para a conservação, esses estudos em longo prazo ajudam a compor um dos programas desenvolvidos pelo Projeto Tatu-Canastra em parceria com instituições de pesquisa nacionais e internacionais, chamado de Iniciativa para a Saúde dos Xenarthras. Por meio deste, patógenos são analisados como potenciais fatores de riscos para a saúde de populações, assim como o papel das espécies de tatus como reservatórios desses microorganismos. A ausência de informações básicas sobre Xenarthras em vida livre torna ainda mais difícil o desenvolvimento de planos de ações e estratégias de conservação. Ao mesmo tempo, estudos envolvendo saúde e conservação de espécies ameaçadas levam a criação de novas parcerias e estreitam laços entre instituições de pesquisa, organizações não governamentais e governamentais, zoológicos, profissionais da saúde e educadores, o que resulta no desenvolvimento de iniciativas baseadas em biologia e medicina da conservação, essenciais para a saúde de animais selvagens, ecossistema e de seres humanos.
Palavras chave: Medicina, Saúde, Dasypodidae, Tatu-Canastra




Ano I - Mar/2017 - n°8

CONDICIONAMENTO EM ANIMAIS DE ZOOLÓGICO
Cristiane Schilbach Pizzutto

Resumo
O entendimento de como os animais “sentem” seus ambientes e dos sinais que eles nos fornecem diante da tentativa de se adaptarem são um grande desafio para os profissionais que atuam com animais selvagens cativos. A busca pela minimização do estresse e por uma melhor qualidade de vida para as inúmeras espécies mantidas em cativeiro é um trabalho árduo que requer do profissional um conhecimento multidisciplinar, na esfera da saúde mental, da saúde física e do ambiente no qual o animal está inserido. Além das técnicas de enriquecimento ambiental, o condicionamento operante é uma ferramenta importante no manejo de animais selvagens cativos e tem sido muito utilizada no dia a dia de Zoológicos e Aquários como forma de oferecer resultados benéficos ao animal e ao manejo.
Palavras-chave: condicionamento operante, cativeiro, comportamento, animais selvagens, bem-estar

 

 

Ano I - Mar/2017 - Edição Extra

ENTREVISTA - FEBRE AMARELA EM PRIMATAS
Lilian Silva Catenacci, Erika Alandia Robles, Poliana da Silva Lemos e Carlos Alberto Marques de Carvalho

Caros leitores,
Todos temos acompanhado pelos noticiários o presente surto de febre amarela e alguns casos de agressão à primatas em algumas cidades e a partir desses ocorridos, convidamos profissionais atuantes na área para responder algumas perguntas enviadas por associados da ABRAVAS.

Boa leitura!
Diretoria ABRAVAS
Gestão 2015 - 2017

 

 

Ano I - Abr/2017 - n°9

MEDICINA VETERINÁRIA EM INVERTEBRADOS TERRESTRES
Thiago Mathias Chiariello        

Resumo
Os invertebrados representam o grupo mais abundante e diversificado do reino animal, correspondendo a aproximadamente 95% da fauna descrita. A medicina veterinária aplicada aos invertebrados está ainda em seu começo, com muitas dificuldades e obstáculos. Um crescente interesse em manter estes animais em cativeiro para diversos fins, bem como a conservação de diversas espécies e a preocupação com o bem-estar animal, vem refletindo a demanda pelo conhecimento especializado do médico veterinário. A quantidade de livros, artigos e capítulos de livros dentro da medicina veterinária de animais silvestres e exóticos no Brasil e no mundo, vem crescendo a fim de introduzir um conhecimento básico e específico para que o veterinário possa atuar nas diversas áreas possíveis dentro da clínica de invertebrados. Aspectos fisiológicos, anatômicos e biológicos da espécie a ser atendida (seja em vida livre, laboratório ou biotério, zoológicos ou na clínica de pet) são conhecimentos essenciais na clínica, exigindo uma busca maior por informações devido à ausência dos invertebrados  nas disciplinas dos cursos de graduação de medicina veterinária do Brasil e do mundo.
Palavras-chave: aranhas, clínica, insetos, Arthropoda.

 

 

Ano I - Maio/2017 - n°10

ANESTHESIA AND ANALGESIA OF HERPTILES
Javier G. Navarez

Abstract
The literature on anesthesia and analgesia of reptiles has been significantly expanded in recent years. This new knowledge is essential in improving the welfare of reptile patients. Reptiles are often victims of inadequate anesthesia and analgesia in part due to a lesser understanding about their anatomy and physiology. While reptiles are often thought of as stoic animals that do not show much behavioral changes, this is a misconception and anyone working with them should become familiar with knowing how to interpret pain and discomfort. It is also important to remember that the analgesic effect provided by general anesthesia is short lived (up to the point of recovery) and analgesic protocols must be instituted in all case when painful stimuli is unavoidable. We must think of anesthesia and analgesia as being two different components of one modality, both being essential for its success. While most veterinarians will become comfortable with a small selection of anesthetic and analgesics, it is important to have a wide selection to choose from to design protocols that fit the animal’s presentation and need rather than our preference. Having an assortment of drugs at our disposal also allows the application of balanced anesthesia and multimodal analgesia by utilizing various drugs at lower dosages to achieve a smooth induction and recovery with lower risks. The practice of pre-emptive analgesia is also critical to ensure that our patient’s comfort level is adequate through their hospitalization. Ultimately, a more comfortable, less stressed patient is more likely to respond to therapy and do better than one, which has experienced a traumatic event.
Keywords: reptile, anesthesia, analgesia

 

 

Ano I - Jun/2017 - n°11

DOENÇAS INFECCIOSAS EM PEIXES
Silvia Roselli Napoleão

Resumo
A produção de peixes no Brasil aumenta progressivamente há pelo menos duas décadas, tanto para peixes com objetivo ornamental quanto para alimentação humana. Este aumento de produção traz uma demanda de profissionais capacitados para atuar neste segmento, principalmente médicos veterinários, já que existe uma defasagem destes profissionais interessados em atuar com sanidade, manejo e inspeção de peixes no país. Nos últi­mos anos, diversas doenças infecciosas têm ocorrido nas pisciculturas, muitas vezes causando perdas econômicas e atingindo taxas de mortalidade elevadas. Um maior conhecimento sobre controle, prevenção e tratamento (quando recomendado) são necessários, visto que apenas os médicos veterinários podem recomendar estas ações de acordo com a legislação brasileira.
Palavras-chave: Sanidade de Organismos Aquáticos, Medicina veterinária, Pescado.

 

 

Ano I - Jul/2017 - n°12

LASERTERAPIA NA CLÍNICA DE ANIMAIS SELVAGENS
Adriano Bauer Costa da Silva

Resumo
O laser em baixa intensidade atua como uma fonte de energia intensa e monocromática, que pode induzir uma resposta celular, buscando a homeostase sinestésica e também atua sobre fármacos fotossensibilizantes originando citotoxicidade seletiva.  A laserterapia, assim como a terapia fotodinâmica, vem sendo frequentemente utilizada na reabilitação e controle da dor, bem como na reparação tecidual e no tratamento de ferimentos, devido ao seu potencial de inativação de micro-organismos.  Na medicina veterinária de animais selvagens esta modalidade terapêutica ganha cada vez mais espaço por sua eficiência, além do baixo custo e da segurança de aplicação.
Palavras chave: laser, terapia fotodinâmica, biomodulação laser

 

 

Ano II - Ago/2017 - n° 13

PARTICULARIDADES NO ATENDIMENTO CLÍNICO DE ROEDORES E LAGOMORFOS
Erika Frühvald

Resumo
O atendimento clínico especializado a roedores e lagomorfos tem sido cada vez mais procurado. As afecções mais frequentes são pouco diagnosticadas por falta de conhecimento clínico, pela deficiência de laboratórios preparados para atender essa demanda ou ainda por restrições financeiras dos proprietários. Muitas suspeitas são confirmadas através de diagnóstico terapêutico, mas devido ao metabolismo acelerado dessas espécies, tratamentos são iniciados tardiamente sem obter sucesso. Conhecer as particularidades destes animais não é só importante para o sucesso clínico mas também ao instruir os tutores sobre a biologia e especificidades com a finalidade de se adequar o manejo ambiental e alimentar, evita ou corrige distúrbios relacionados com a deficiência destes cuidados.

Palavras chave: pets não convencionais, herbívoros, coelhos.

 

 

 Ano II - Set/2017 - Edição Extra

INTRODUCTION TO TECHNICAL ASPECTS OF REMOTE DRUG DELIVERY SYSTEMS (*RDDS) WITH TELEMETRIC SUPPORT IN FREE-RANGING WILDLIFE 
*RDDS = Remote Drug Delivery System

Derek Rosenfield

Abstract
With this technical bulletin, it is our intent to introduce the latest technology available for long-distance delivery of veterinary medication, such as chemical immobilization, administrations of vaccines, for tracking purpose or to sample biomaterials in free-ranging wildlife. For veterinarians and wildlife management, the need to capture and/or treat free-ranging animals is a frequent occurrence, but doing so with the animal’s well-being at interest is a challenging task, trying to minimize the animal’s stress and risk of injury, or even death, during capture, while providing safety for personnel at the same time. The overall focus of the bulletin is on reviewing products, how to operate Darting Systems for Remote Drug Delivery, and some practical advice on field use and strategies.

Keywords: Radio-Telemetry; Projector; Wildlife Management; Capture-stress

 

 

Ano II - Set/2017 - n° 14

ANESTESIA E ANALGESIA EM PEIXES
Francisco Ernesto Soares Vilardo

Resumo
O Aquarismo como hobby vem crescendo em número de adeptos, conforme a tecnologia em equipamentos, alimentação e insumos vêm se aprimorando. A Aquicultura, visando a alimentação da população humana, segue o mesmo caminho. A necessidade de conservação das espécies, em função da pressão da expansão da humanidade, vem estimulando zoológicos, aquários a pesquisarem sobre a manutenção e reprodução das diferentes espécies de peixes em cativeiro. Em todas essas situações, a necessidade de se minimizar ou diminuir os problemas com a saúde dos peixes, impulsionou a Medicina Veterinária a evoluir para uma especialização. Com isso, estudos relacionados ao emprego seguro de anestésicos para situações diversas que envolvam o manejo desses animais, vêm tornando o trabalho do profissional veterinário mais confortável. Por outro lado, o uso de agentes anti-inflamatórios visando diminuir desconfortos provocados por captura e traumatismos diversos, auxiliam na recuperação mais rápida do paciente, bem como a sua reintegração segura ao ambiente de cativeiro.

Palavras-chave: aquarismo, aquicultura, anti-inflamatórios, anestésicos, veterinário.

 

 

 Ano II - Out/2017 - n°15

ATENDIMENTO CLÍNICO E CIRÚRGICO DE FERRETS
Gleide Marsicano
Alessandra Roll

Resumo
A criação de ferrets, como animais pet, vem aumentando desde o final do século passado. Desta forma, o conhecimento de suas características anatômicas, fisiológicas e biológicas básicas se torna necessário para um atendimento veterinário de qualidade. Suas necessidades nutricionais sofrem grandes variações ao longo da vida, indo de 300 a 5000 Kcal/Kg/dia.  Os ferrets são animais de comportamento noturno, dormindo até 20 horas por dia, mas no tempo em que se encontram acordados, são predadores arteiros e brincalhões, não sendo recomendado deixá-los junto a presas em potencial. Possuem baixa visão, compensada por um excelente olfato que os auxilia na locomoção e na marcação de território. Sua vocalização variada e sua postura corporal nos auxiliam a diagnosticar qualquer tipo de alteração física e psicológica que esteja ocorrendo. Para o seu ambiente ser ideal, necessitam de “tocas” ou redes para repousar e de brinquedos onde possam gastar sua energia. Estes animais, na clínica pet, apresentam algumas enfermidades bem características como neoplasias em 61% dos casos, afecções cardiopulmonares em 10%, afecções tegumentares em 7%, gastrenterites em 8%, traumatismos em 5%, afecções dentárias em 3% e outras doenças em 6% dos casos. Nas neoplasias, as alterações em adrenais, o insulinoma e o linfoma são as mais comuns. Os quadros cardiopulmonares incluem cardiomiopatias, influenza e cinomose, esta sempre fatal. Nas doenças parasitárias observamos as otites causadas por Otodectes cynotis, não sendo comum a presença de parasitas intestinais e nem dermatopatias. As gastrites causadas por Helicobacter mustelae costumam ser assintomáticas, exceto em casos de baixa imunidade. Traumas e problemas oculares se assemelham ao de outros carnívoros, porém uma particularidade anatômica como a esplenomegalia fisiológica pode ser confundida com enfermidade se não for realizado exame ultrassonográfico e/ou biópsia.

Palavras-chave: Mustela putorius furo, mustelídeos,  pets exóticos.

 

 

Ano II - Out/2017 - Edição Extra

XXVI Encontro e XX Congresso ABRAVAS
Diretoria ABRAVAS - Gestão 2015-2017

No último mês de outubro, no período de 01 a 06, a Associação Brasileira de Veterinários de Animais Selvagens (ABRAVAS) realizou seu 20º congresso e 26º encontro, no Hotel Tulip Inn Santa Felicidade, na cidade de Curitiba - PR.

 

 

Ano II - Nov/2017 - n°16

TUMORES MAMÁRIOS EM FELIDEOS SELVAGENS
Camila Tochetto

Resumo
Tumores de mama em felídeos selvagens são pouco estudados. Não existem pesquisas abrangentes acerca do assunto, sendo que a maioria das publicações são descrições de relatos de caso. Em felinos selvagens, semelhante ao que se observa nos domésticos, predominam as ocorrências de neoplasmas malignos em relação aos benignos. Desta forma, estas neoplasias configuram uma importante causa de morte ou razão para eutanásia nesses animais. A alta prevalência de neoplasias em felinos selvagens, provavelmente se deve à maior longevidade desses animais em cativeiro, bem como à dificuldade de se realizar diagnóstico precoce e tratamento. Ainda, a ausência de nódulos proeminentes na região mamária dificulta o diagnóstico precoce. Alguns autores sugerem correlação entre uso de contraceptivos hormonais e aumento da incidência desses tumores em felinos não domésticos, porém, ainda há divergências entre pesquisadores a respeito desse assunto. Os sinais clínicos comumente observados em felídeos com neoplasmas mamários são inespecíficos, mesmo em uma proporção pequena dos casos, sinais mais específicos como ulcerações na pele da região mamária, dificuldade respiratória podem ser observados. Geralmente, no momento do diagnóstico o animal já apresenta metástases e a sobrevida após remoção cirúrgica dos neoplasmas é variável, sendo, geralmente, baixa. Técnicas de diagnóstico antemortem incluem exame físico detalhado com palpação da glândula mamária, tanto nas fêmeas quanto nos machos, radiografia torácica e abdominal, ultrassonografia e exames hematológicos. Cabe enfatizar que o diagnóstico antemortem definitivo de neoplasias mamárias deve ser baseado na análise histopatológica. A histopatologia, juntamente com a avaliação dos exames complementares, presença ou não de metástases e ocorrência de doenças concomitantes irão nortear a conduta terapêutica do médico veterinário.

Palavras-chave: oncologia, carcinoma, felídeos cativos

 

 

Ano II - Dez/2017 - n°17

PRESENÇA DE CÃES EM UNIDADES DE CONSERVAÇÃO E SUAS CONSEQUÊNCIAS
Mirella D'Elia, Gediendson de Araújo, Renata Pitman, Danielle Soares e Joana Silva

Resumo
Mudam-se as localidades, países e continentes, mas o problema é unânime: onde há ação antrópica sobre o meio ambiente, há presença de animais domésticos. No Brasil, problemas como a falta de conscientização da população sobre a guarda responsável, a falta de políticas públicas que logrem o controle populacional de cães, bem como a má gestão de resíduos oriundos das atividades humanas têm culminado numa crescente população de cães, que hoje constituem uma potencial ameaça às Unidades de Conservação e à nossa fauna. A presença de cães já tem sido registrada em diversas regiões do país, com consequências graves para a biodiversidade, tais como estresse, competição, predação e transmissão de agentes potencialmente patogênicos, todos ainda pouco quantificados e estudados. A situação é preocupante, sendo necessária e urgente a difusão de informação sobre o tema para os médicos veterinários de animais selvagens e de saúde pública bem como a promoção de um debate que vise obter medidas efetivas de controle de cães em UCs e a preservação da biodiversidade.

Palavras-chave: espécies invasoras, controle populacional, predação.

 

 

Ano II - Jan/2018 - n°18

PROJETO CAIMAN: PESQUISA E CONSERVAÇÃO DE JACARÉS DA MATA ATLÂNTICA.
Yhuri Cardoso Nóbrega e Marcelo Renan de Deus Santos

Resumo
O jacaré-do-papo-amarelo (Caiman latirostris), espécie símbolo da Mata Atlântica e da biodiversidade do Espírito Santo, é fundamental para a manutenção da saúde e equilíbrio dos ecossistemas no qual está inserido. Dentre os crocodilianos que ocorrem no Brasil, o C. latirostris apresenta uma situação extremamente complexa no que diz respeito a sua conservação. As populações remanescentes encontram-se fragmentadas e, em muitos casos, em locais sob forte pressão antrópica, havendo pouca informação a respeito do perfil sanitário da espécie. A ausência de informações a respeito da ecologia e saúde das populações no Brasil e suas relações eco-epidemiológicas, faz com que a implementação de programas de conservação que visem a saúde única, em muitos casos, seja uma tarefa árdua. Neste contexto o Instituto Marcos Daniel desenvolve o Projeto Caiman – Jacarés da Mata Atlântica, programa de conservação que promove a pesquisa e a conservação de jacarés na Mata Atlântica. A iniciativa conta com uma equipe interdisciplinar que atua em diversas frentes, como pesquisa, educação ambiental, difusão científica e capacitação técnica.

Palavras chaves: Crocodilianos, Biologia da Conservação, Medicina da Conservação.

 

 

Ano II - Fev/2018 - n°19

CONTENÇÃO QUÍMICA E ANESTESIA DE MEGAVERTEBRADOS
André Nicolai E. Silva

Resumo
O termo megavertebrados é usualmente utilizado para se referir a um grupo de animais diferenciados pelo tamanho de suas vértebras e seu grande porte. Como resultante a estas características corporais particulares, o manejo destes animais mostra-se desafiador na grande maioria das vezes. Dentre os diferentes pontos que compõem a rotina desses animais em cativeiro, a contenção química e ou anestesia apresentam-se como um desafio relevante. A exemplo do observado em grandes animais domésticos, pontos como decúbito, peso e tempo de anestesia podem influenciar de forma significativa no sucesso do procedimento. Diante desse contexto faz-se importante a completa compressão de cada um desses fatores para execução de tais procedimentos de uma forma mais segura. Frente a este cenário, o presente artigo tem como foco apresentar e discutir alguns dos pontos que compõem essa prática.

Palavras-chave: Protocolo anestésico, Hipopótamo, Rinoceronte, Elefante, Girafa

 

 

Ano II - Mar/2018 - n°20

CONTROLE DE PARASITAS EM ZOOLÓGICOS – UMA VISÃO PRÁTICA
Estevam Guilherme Lux Hoppe e Itatiele Farias Vivian

Resumo
As parasitoses podem representar uma importante causa de morbidade e mortalidade em espécies mantidas em cativeiro, por vezes, sendo o principal desafio sanitário para Médicos Veterinários que trabalham em Zoológicos. Limitações da área de vida, dieta, dificuldade de higienização dos recintos, alta taxa de lotação, presença de fauna de vida livre e animais domésticos errantes são alguns fatores que dificultam o controle parasitário e favorecem principalmente os parasitas de ciclo direto nesses locais. Visando auxiliar e orientar técnicos envolvidos no manejo de animais em cativeiro, este texto apresenta os principais grupos de parasitas que afetam anfíbios, répteis, aves e mamíferos; expõe as técnicas de diagnóstico: exame direto, Método de Willis-Mollay e Método de Hoffmann, Pons & Janer; e uma listagem de medicamentos antiparasitários que podem ser utilizados no tratamento de animais selvagens de acordo com o diagnóstico. Lembrando que o sucesso do controle parasitário não depende de uma ação única, mas sim, de um conjunto de medidas, no qual toda a equipe do Zoo deve estar empenhada em cumprir.

Palavras-chaves: parasitoses, animais selvagens, diagnóstico, monitoramento parasitológico.

 

 

Ano II - Abr/2018 - n°21

APRIMORANDO SEU PAPEL NA CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE PARQUE VIDA CERRADO
Maria Fernanda Naegeli Gondim e Grabrielle Bes da Rosa

Resumo
As ações antrópicas sobre o meio ambiente têm contribuído para aumentar o número de espécies ameaçadas de extinção. Assim, a conservação em cativeiro ganha cada vez mais destaque na recuperação do status destas espécies, sendo imprescindível para evitar a extinção. O Parque Vida Cerrado, localizado no oeste da Bahia, através de três núcleos integrados de atuação (fauna, flora e comunidade) associa estratégias in situ e ex situ para a conservação da biodiversidade.

Palavras-chave: conservação ex situ, conservação in situ, conservação integrada, diversidade biológica, espécies ameaçadas.

 

 

Ano II - Maio/2018 - n°22

USO DE ALGINATO DE CÁLCIO NO MANEJO DE FERIDAS EM ANIMAIS SILVESTRES E EXÓTICOS
Elber Luiz Silva Costa Moraes

Resumo
Os curativos modernos como o alginato de cálcio representam uma grande evolução da Medicina na intervenção no processo cicatricial. Entretanto o seu uso na Medicina Veterinária ainda não é amplamente divulgado, apesar de todos os benefícios que estes curativos podem oferecer. O objetivo deste trabalho é apresentar o curativo de alginato de cálcio, descrever seu papel dentro do processo cicatricial e apresentar 3 breves relatos demonstrando a sua aplicabilidade.

Palavras-chave: cicatrização, curativo, epitelização