Resumos do Boletim Técnico ABRAVAS


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          Ano I - Ago/2016 - n°1

Apresentação
Bruno Petri e Adauto Luis Veloso Nunes

Na primeira edição temos a palavra do nosso presidente Bruno Petri e um convidado, o médico veterinário Adauto Luis Veloso Nunes, que foi diretor da associação em seis gestões, para falar sobre a ABRAVAS e seus 25 anos.




 


          Ano I - Set/2016 - n°2

FIBROPAPILOMATOSE EM TARTARUGAS MARINHAS
Gustavo Henrique Pereira Dura 

Resumo
Fibropapilomatose é uma enfermidade comum em tartarugas marinhas verdes. Caracteriza-se pela formação de tumores vistos como massas papilares, arborizadas na superfície do corpo. Histologicamente, fibropapilomas consistem de epiderme hiperplásica, com derme espessamente hipercelular. Em algumas tartarugas com fibropapilomatose cutânea, fibromas podem ser vistos em órgãos viscerais. A etiopatogenia é multifatorial tendo como principal iniciador de uma aneuploidia celular o herpesvírus (Chelonid Herpesvirus-5). Outros fatores como agentes promotores de crescimento neoplásico são implicados. A enfermidade é encontrada em áreas neríticas, onde os indivíduos ou se infectam com o vírus, ou entram em contato com águas eutrofizadas (onde existem esses agentes promotores) ou ambos. Animais afetados tem dificuldade de natação, dificuldade de apreensão de alimento, ou de visão, quando tais tumores crescem nos tecidos oculares ou estruturas anexas. Animais afetados apenas com tumores externos devem ser encaminhados à exérese dos tumores e terapêuticas alternativas.
Palavras-chave: fibropapiloma, herpesvírus, exérese tumoral.




 


         Ano I - Out/2016 - n°3

TIPAGEM SANGUÍNEA EM FELÍDEOS SELVAGENS
Ana Carolina Andrade Pereira

Resumo
A transfusão sanguínea é uma terapêutica ainda pouco utilizada na medicina de animais selvagens no Brasil, considerada hoje como uma terapia emergencial, mas que pode ser usada para tratar vários distúrbios hematológicos. O sistema AB é o sistema sanguíneo de felinos domésticos e existem trabalhos que comprovam que os mesmos tipos ocorrem em felídeos selvagens, por pertencerem a mesma família. Os grupos sanguíneos em felinos domésticos têm sido bastante estudados, pois ocorre variação de acordo com a raça e regiões geográficas, sendo necessário cautela, principalmente, para a diminuição da ocorrência de reações pós-tranfusionais. A metodologia descrita a seguir visa auxiliar o clínico à agregar conhecimento no perfil hematológico do plantel sob sua responsabilidade, tornando mais ágil o tratamento de doenças que necessitem de hemoterapia.
Palavras-chave: sistema AB, tipos sanguíneos, medicina transfusional, felinos.





 

 


         Ano I - Nov/2016 - n°4

INFECÇÕES POR HERPESVÍRUS EM PRIMATAS NÃO-HUMANOS
Claudia Almeida Igayara-Souza

Resumo
A proximidade filogenética entre o homem e os primatas não-humanos faz com que possam compartilhar diversos patógenos, com consequências variáveis, desde infecções de curso benigno ou inaparente até doenças graves e fatais. Tradicionalmente há a preocupação com a transmissão de doenças dos primatas não-humanos ao homem, em razão do impacto existente na saúde pública, porém igualmente graves podem ser as doenças transmitidas no sentido inverso, ou seja, do homem para as espécies silvestres, com impacto sobre sua conservação. Os diferentes herpesvírus possuem uma ampla gama de hospedeiros, entre eles os primatas (humanos e não-humanos). A ocorrência de surtos com alta letalidade em primatas causados por herpesvírus humano tem levantado dúvidas e preocupações. O presente artigo faz uma compilação de informações visando esclarecer os tópicos mais relevantes com relação às herpesviroses de primatas neotropicais e suas implicações na saúde e conservação.
Palavras-chave: vírus, zoonose, herpesviroses, Callithrix.




 

 


   Ano I - Nov/2016 - Edição Extra

XXV Encontro e XIX Congresso ABRAVAS
Diretoria ABRAVAS - Gestão 2015-2017

No último mês de outubro, a Associação Brasileira de Veterinários de Animais Selvagens (ABRAVAS) realizou seu 19º congresso e 25º encontro, comemorando seus 25 anos na cidade de Goiânia-GO, no Castro's Park Hotel.

 

 

 

 


         Ano I - Dez/2016 - n°5

DIAGNÓSTICO PARA Salmonella enterica NA CLÍNICA DE AVES DE ESTIMAÇÃO
Guilherme Augusto Marietto Gonçalves

Resumo
A salmonelose aviária é uma das maiores preocupações na produção avícola comercial e também de grande importância para a saúde publica, já que se trata de uma zoonose, havendo leis rigorosas para o seu controle. Com o aumento do interesse na aquisição de aves como pet, há uma mobilização no comércio de animais exóticos e silvestres expondo as aves ao risco de contaminação por Salmonella enterica por falta de cuidados sanitários. O sorotipo mais isolado em aves não industriais é o Typhimurium, que causa uma infecção geralmente inaparente, tornando as aves um carreador em potencial para o ser humano no ambiente domiciliar. A presente nota aborda algumas informações gerais sobre salmonelose e exposição, discutindo alguns pontos específicos pouco considerados a campo que contribuem com a permanência do agente devido a erros na condução de diagnóstico desta enfermidade.
Palavras-chave: Salmonelose, microbiologia, saúde aviária, zoonose.




 

 


         Ano I - Jan/2017 - n°6

HOMEOPATIA NA CLÍNICA DE ANIMAIS SELVAGENS
Cláudio Yudi Kanayama

Resumo
Diversas formas de terapêutica são utilizadas no tratamento de animais selvagens. A terapêutica homeopática é mais uma ferramenta valiosa que o profissional tem a sua disposição, que oferece soluções práticas em que a medicina alopática ainda não tem. A homeopatia na medicina veterinária, apesar de ter iniciado há mais de 200 anos, é relativamente nova no Brasil. Esta terapêutica considera o animal doente como um todo, bem como as suas condições reacionais momentâneas e a individualidade do medicamento. A homeopatia observa o paciente de outro ângulo, como uma unidade formada pelo corpo e princípio vital, a fim de alcançar o medicamento ideal para cada caso clínico. O tratamento homeopático é eficaz em diversas situações na clínica de animais selvagens, de forma rápida, por completo e duradoura.
Palavras-chave: tratamento homeopático, práticas integrativas, terapêutica.




 

 

 
          Ano I - Fev/2017 - n°7

ATUAÇÃO DO MÉDICO VETERINÁRIO DE ANIMAIS SELVAGENS NA CONSERVAÇÃO DE XENARTHRAS
PROJETO TATU-CANASTRA
Danilo Kluyber, Camila Luba, Arnaud L. J. Desbiez

Resumo
O tatu-canastra (Priodontes maximus), classificado como vulnerável pela IUCN, é o maior tatu da família Dasypodidae, e pode chegar a medir 1,50 metros e pesar até 50 quilos. Apesar de sua ampla distribuição pela América do Sul, possui baixa densidade populacional que aliada a seu hábito solitário e estritamente noturno, o torna ainda mais desconhecido. Desde 2010, essa espécie recebe a atenção de um grupo de pesquisadores da equipe do Projeto Tatu-Canastra, que desenvolve uma série de estudos para levantar informações sobre sua história natural, saúde da população, reprodução e conflitos ou impactos antrópicos que ameaçam sua existência. Assim, a aplicação e atuação da medicina de animais selvagens tem participação de grande relevância neste estudo, principalmente para a realização de um dos principais componentes do projeto que é a obtenção de dados ecológicos e monitoramento da saúde da população em longo prazo. Para isso, a equipe desenvolveu um método que utiliza dois modelos de radiotransmissores para cada animal a ser monitorado. Em seis anos de resultados preliminares, foi possível compreender dados sobre sua área de vida, comportamento social e reprodutivo. Como uma das ferramentas para a conservação, esses estudos em longo prazo ajudam a compor um dos programas desenvolvidos pelo Projeto Tatu-Canastra em parceria com instituições de pesquisa nacionais e internacionais, chamado de Iniciativa para a Saúde dos Xenarthras. Por meio deste, patógenos são analisados como potenciais fatores de riscos para a saúde de populações, assim como o papel das espécies de tatus como reservatórios desses microorganismos. A ausência de informações básicas sobre Xenarthras em vida livre torna ainda mais difícil o desenvolvimento de planos de ações e estratégias de conservação. Ao mesmo tempo, estudos envolvendo saúde e conservação de espécies ameaçadas levam a criação de novas parcerias e estreitam laços entre instituições de pesquisa, organizações não governamentais e governamentais, zoológicos, profissionais da saúde e educadores, o que resulta no desenvolvimento de iniciativas baseadas em biologia e medicina da conservação, essenciais para a saúde de animais selvagens, ecossistema e de seres humanos.
Palavras chave: Medicina, Saúde, Dasypodidae, Tatu-Canastra




 

 


         Ano I - Mar/2017 - n°8

CONDICIONAMENTO EM ANIMAIS DE ZOOLÓGICO
Cristiane Schilbach Pizzutto

Resumo
O entendimento de como os animais “sentem” seus ambientes e dos sinais que eles nos fornecem diante da tentativa de se adaptarem são um grande desafio para os profissionais que atuam com animais selvagens cativos. A busca pela minimização do estresse e por uma melhor qualidade de vida para as inúmeras espécies mantidas em cativeiro é um trabalho árduo que requer do profissional um conhecimento multidisciplinar, na esfera da saúde mental, da saúde física e do ambiente no qual o animal está inserido. Além das técnicas de enriquecimento ambiental, o condicionamento operante é uma ferramenta importante no manejo de animais selvagens cativos e tem sido muito utilizada no dia a dia de Zoológicos e Aquários como forma de oferecer resultados benéficos ao animal e ao manejo.
Palavras-chave: condicionamento operante, cativeiro, comportamento, animais selvagens, bem-estar

 

 

 

 


    Ano I - Mar/2017 - Edição Extra

ENTREVISTA - FEBRE AMARELA EM PRIMATAS
Lilian Silva Catenacci, Erika Alandia Robles, Poliana da Silva Lemos e Carlos Alberto Marques de Carvalho

Caros leitores,
Todos temos acompanhado pelos noticiários o presente surto de febre amarela e alguns casos de agressão à primatas em algumas cidades e a partir desses ocorridos, convidamos profissionais atuantes na área para responder algumas perguntas enviadas por associados da ABRAVAS.

Boa leitura!
Diretoria ABRAVAS
Gestão 2015 - 2017

 

 

 

 


        Ano I - Abr/2017 - n°9

MEDICINA VETERINÁRIA EM INVERTEBRADOS TERRESTRES
Thiago Mathias Chiariello        

Resumo
Os invertebrados representam o grupo mais abundante e diversificado do reino animal, correspondendo a aproximadamente 95% da fauna descrita. A medicina veterinária aplicada aos invertebrados está ainda em seu começo, com muitas dificuldades e obstáculos. Um crescente interesse em manter estes animais em cativeiro para diversos fins, bem como a conservação de diversas espécies e a preocupação com o bem-estar animal, vem refletindo a demanda pelo conhecimento especializado do médico veterinário. A quantidade de livros, artigos e capítulos de livros dentro da medicina veterinária de animais silvestres e exóticos no Brasil e no mundo, vem crescendo a fim de introduzir um conhecimento básico e específico para que o veterinário possa atuar nas diversas áreas possíveis dentro da clínica de invertebrados. Aspectos fisiológicos, anatômicos e biológicos da espécie a ser atendida (seja em vida livre, laboratório ou biotério, zoológicos ou na clínica de pet) são conhecimentos essenciais na clínica, exigindo uma busca maior por informações devido à ausência dos invertebrados  nas disciplinas dos cursos de graduação de medicina veterinária do Brasil e do mundo.
Palavras-chave: aranhas, clínica, insetos, Arthropoda.

 

 

 


        Ano I - Maio/2017 - n°10

ANESTHESIA AND ANALGESIA OF HERPTILES
Javier G. Navarez

Abstract
The literature on anesthesia and analgesia of reptiles has been significantly expanded in recent years. This new knowledge is essential in improving the welfare of reptile patients. Reptiles are often victims of inadequate anesthesia and analgesia in part due to a lesser understanding about their anatomy and physiology. While reptiles are often thought of as stoic animals that do not show much behavioral changes, this is a misconception and anyone working with them should become familiar with knowing how to interpret pain and discomfort. It is also important to remember that the analgesic effect provided by general anesthesia is short lived (up to the point of recovery) and analgesic protocols must be instituted in all case when painful stimuli is unavoidable. We must think of anesthesia and analgesia as being two different components of one modality, both being essential for its success. While most veterinarians will become comfortable with a small selection of anesthetic and analgesics, it is important to have a wide selection to choose from to design protocols that fit the animal’s presentation and need rather than our preference. Having an assortment of drugs at our disposal also allows the application of balanced anesthesia and multimodal analgesia by utilizing various drugs at lower dosages to achieve a smooth induction and recovery with lower risks. The practice of pre-emptive analgesia is also critical to ensure that our patient’s comfort level is adequate through their hospitalization. Ultimately, a more comfortable, less stressed patient is more likely to respond to therapy and do better than one, which has experienced a traumatic event.
Keywords: reptile, anesthesia, analgesia

 

 

 

 


        Ano I - Jun/2017 - n°11

DOENÇAS INFECCIOSAS EM PEIXES
Silvia Roselli Napoleão

Resumo
A produção de peixes no Brasil aumenta progressivamente há pelo menos duas décadas, tanto para peixes com objetivo ornamental quanto para alimentação humana. Este aumento de produção traz uma demanda de profissionais capacitados para atuar neste segmento, principalmente médicos veterinários, já que existe uma defasagem destes profissionais interessados em atuar com sanidade, manejo e inspeção de peixes no país. Nos últi­mos anos, diversas doenças infecciosas têm ocorrido nas pisciculturas, muitas vezes causando perdas econômicas e atingindo taxas de mortalidade elevadas. Um maior conhecimento sobre controle, prevenção e tratamento (quando recomendado) são necessários, visto que apenas os médicos veterinários podem recomendar estas ações de acordo com a legislação brasileira.
Palavras-chave: Sanidade de Organismos Aquáticos, Medicina veterinária, Pescado.